
Cidadãos da cidade de Taubaté reevindicam patrimônio......
Nós cidadãos, com o intuito de obter a necessária preservação dos poucos prédios históricos restantes em nossa Taubaté, monumentos arquitetônicos testemunhas de uma época marcante de nossa história, do nosso Estado, de nosso País e, principalmente de nossa Gente, vimos nos manifestar sobre a Vila Santo Aleixo.Situada na Praça Santa Teresinha, a Vila Santo Aleixo, permanece há mais de um século mantendo sua serenidade, sobressaindo-se altaneira, envolta em verde ainda hoje exuberante, sobre uma selva de pedra, sobre o desleixo e o descaso dos agentes (ir) responsáveis. A Vila Santo Aleixo, nascida Chalé Lopes Chaves, foi construída aproximadamente em 1872 para servir de residência ao eminente senador paulista Joaquim Lopes Chaves, que atuou política e administrativamente em todo o Vale do Paraíba e São Paulo, tendo sido um dos responsáveis pela construção do primeiro Grupo Escolar de Taubaté, que leva o seu nome.O Dr. Lopes Chaves e sua família residiram no chalé por vinte anos, até a mudança para a cidade de São Paulo. A casa então foi cedida, por laços de família, ao promotor Antonio Pereira da Silva Barros, também figura expoente da política paulista. Por volta de 1909, com a morte do Dr. Lopes Chaves, a casa passou a pertencer à família do Coronel Marcondes de Mattos e, em 1919, com o falecimento do Coronel a posse total do imóvel passou para o casal Pereira da Silva Barros. Em 1920, o Chalé Lopes Chaves foi adquirido pela Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, para servir como residência de verão de Dom Joaquim Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde, primeiro cardeal brasileiro e latino-americano. Um dos fatores determinantes para a escolha da cidade de Taubaté como sua residência de verão foi a efervescência política da região causada pela presença de inúmeros membros do clero taubateano que atuavam na província, provavelmente devido sua localização próxima da Basílica de Aparecida, bem como a grande amizade com monsenhores Antônio Nascimento e Castro e José Valois de Castro, cuja casa já freqüentava em Taubaté desde 1906. O cardeal Arcoverde foi um apaixonado pelo Chalé ao qual deu o nome de Vila Santo Aleixo, em homenagem ao santo de sua devoção e ao seu título cardinalista. Dedicou ao casarão, o seu estimado recanto, imensa atenção e carinho, decorando-o com requinte condizente com o nível arquitetônico do edifício.Hoje a Vila está inserida na área central de Taubaté, mais especificamente ainda, em uma das áreas mais nobres do cenário urbano da cidade, e que merece ser conservada e restaurada, urgentemente, como um todo, ou seja, tanto sua área verde como suas edificações.É um dos prédios residenciais mais belos e únicos de todo o Estado de São Paulo. Em Taubaté faz parte de um triângulo de prédios históricos e tombados: a Praça de Santa Teresinha, a Igreja do Rosário e o Palácio Episcopal. E ao invés de a Vila Santo Aleixo ser transformada em um local que promova a cultura, o lazer, e aberta ao público para que todos possam saciar a curiosidade de conhecê-la, de apreciá-la e de desfrutar o seu espaço verde, esta raridade, esta maravilha arquitetônica, esta testemunha impassível de nossa história está prestes a ser um reles portal de entrada para espigões de concreto. A UNITAU pretende vendê-la à iniciativa privada para a construção de torres de concreto, aproveitando-se da especulação imobiliária crescente em nossa cidade, principalmente em torno da Praça de Santa Teresinha.
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